…“Isso não está na Bíblia!” é uma objeção frequente de protestantes aos católicos. Poderíamos deixar a conversa por aí, mas o problema é que a maioria dos católicos não sabe responder adequadamente. Isso é uma vergonha para nós. A verdade é que nossas crenças e práticas se baseiam na Escritura.
A Igreja de Jesus expandiu-se rapidamente depois de Pentecostes. Podemos ler sobre isso nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas que vêm a seguir. Nessas partes da Escritura, vemos as provações e dificuldades de uma nova fé, considerada ilegal e passível de punição com a morte para quem a professasse. Nesse período, formaram-se muitas das práticas e crenças da Igreja Católica.
A seguir, examinamos, caso a caso, crenças e práticas católicas, acompanhadas de exemplos de sua origem na Escritura. Não se trata de um estudo exaustivo.
Os sacramentos
Batismo
No batismo, derrama-se água sobre a cabeça de uma criança ou de uma pessoa ainda não batizada, enquanto quem batiza invoca a Santíssima Trindade. O cristão recém-batizado recebe o perdão do pecado original e de todos os pecados pessoais, torna-se filho adotivo de Cristo e membro da Igreja.
Jesus deu o exemplo ao ser batizado no rio Jordão por seu primo João Batista:
Então veio Jesus da Galileia ao Jordão ter com João, para ser batizado por ele.
Mateus 3,13 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Ao subir aos céus, Jesus instruiu os Apóstolos a batizar outras pessoas:
Ide, pois, e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Mateus 28,19 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Ele confirmou a importância do batismo ao dizer:
Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo, que quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus.
João 3,5 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A prática de batizar crianças começou cedo na história da Igreja, possivelmente no tempo dos Apóstolos, já que o Novo Testamento inclui relatos de famílias inteiras que receberam o batismo.
E uma mulher, por nome Lídia, da cidade dos Tiatirenos, que comerciava em púrpura, temente a Deus, ouvia. O Senhor lhe abriu o coração, para atender àquelas coisas que por Paulo eram ditas.
E tendo sido batizada, ela e a sua família, fez este pedido, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e pousai nela. E nos obrigou a isso.
Atos 16,14–15 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E batizei também a família de Estéfanas: Não sei porém se tenho batizado a algum outro.
1 Coríntios 1,16 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Confirmação ou Crisma
Na Confirmação, um cristão já batizado é ungido na fronte com o santo crisma. Depois da imposição das mãos, o ministro diz: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus.” Esta é a fórmula em português apresentada pela CNBB. Na Escritura, o batismo e a efusão do Espírito Santo aparecem frequentemente ligados, e a Igreja ensina que a Confirmação completa a graça batismal.
Não por obras de justiça que tivéssemos feito nós outros, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pelo batismo de regeneração, e renovação do Espírito Santo,
Tito 3,5 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Depois de Pentecostes, os Apóstolos impunham as mãos sobre os cristãos recém-batizados, que assim recebiam o dom do Espírito Santo:
Os Apóstolos, porém, que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, mandaram-lhes lá Pedro e João.
Os quais, como chegaram, fizeram oração por eles, a fim de receberem o Espírito Santo.
Porque ele ainda não tinha descido sobre nenhum deles, mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.
Então punham as mãos sobre eles, e recebiam o Espírito Santo.
Atos 8,14–17 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Eucaristia
Quando o sacerdote pronuncia as palavras da consagração — as palavras que Cristo disse na Última Ceia —, os católicos creem que o pão e o vinho sobre o altar se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo:
Também depois de tomar o pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Este é o meu corpo, que se dá por vós; fazei isto em memória de mim.
Tomou também, da mesma sorte, o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento em meu sangue, que será derramado por vós.
Lucas 22,19–20 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Quando Jesus falou às multidões sobre a Eucaristia, muitos ficaram confusos e escandalizados. Cristo, porém, reafirmou que a Eucaristia — seu próprio Corpo e Sangue — é o caminho para o céu:
Eu sou o pão vivo, que desci do Céu.
Se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo.
Disputavam pois entre si os judeus, dizendo: Como pode este dar-nos a comer a sua carne?
E Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós.
O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
O que come a minha carne, e bebe o meu sangue, esse fica em mim, e eu nele.
João 6,51–57, na numeração desta edição da Vulgata — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Há muito mais sobre esse assunto no tema dedicado à Eucaristia (artigo em inglês).
Confissão
Durante a confissão, os penitentes se arrependem dos pecados, confessam-nos ao sacerdote e depois fazem reparação por meio da penitência que lhes é imposta. Com a autoridade da Igreja, o sacerdote perdoa os pecados em nome de Cristo. Quando Jesus ensinou seus discípulos a rezar, mandou que pedissem perdão a Deus:
E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve.
Lucas 11,4 — trecho — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Ao chamar seus discípulos, Jesus lhes disse que se arrependessem:
e dizendo: Pois que o tempo está cumprido, e se aproximou o Reino de Deus; fazei penitência e crede no Evangelho.
Marcos 1,15 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Só Deus pode perdoar os pecados, mas Jesus confiou aos seus Apóstolos o poder de absolvê-los:
E ele lhes disse segunda vez: Paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou a mim, também eu vos envio a vós.
Tendo dito estas palavras, assoprou sobre eles: E disse-lhes: Recebei o Espírito Santo:
Aos que vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão eles perdoados: E aos que vós os retiverdes, ser-lhes-ão eles retidos.
João 20,21–23 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Depois da Ascensão de Cristo, os discípulos partem pelo mundo e continuam seu ministério de reconciliação:
E tudo vem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo: Que confiou de nós o ministério da reconciliação:
Porque certamente Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo, não lhes imputando os seus pecados, e ele é o que pôs em nós a palavra da reconciliação.
Logo nós fazemos o ofício de embaixadores em nome de Cristo, como que Deus vos admoesta por nós outros. Por Cristo vos rogamos que vos reconcilieis com Deus.
2 Coríntios 5,18–20 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Unção dos Enfermos
Na Unção dos Enfermos, um sacerdote unge uma pessoa que enfrenta dificuldades por causa de doença grave ou da velhice e pede, em oração, que ela receba a graça do sacramento. Ao longo dos Evangelhos, Cristo demonstra seu poder de curar as pessoas, espiritual e fisicamente, para o bem de quem sofre e daqueles que estão ao seu redor.
Qual é mais fácil: dizer ao paralítico: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?
Ora para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico).
A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
E no mesmo instante ele se levantou e, tomando o seu leito, partiu à vista de todos, de maneira que se admiraram todos e louvaram a Deus, dizendo: Nunca vimos coisa semelhante.
Marcos 2,9–12 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Jesus também disse que seus discípulos teriam o poder de curar as pessoas:
E estes sinais seguirão aos que crerem: Expulsarão os demônios em meu Nome, falarão novas línguas. […] Porão as mãos sobre os enfermos, e sararão.
Marcos 16,17–18 — trechos — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
São Paulo escreveu sobre o dom de curar:
E a cada um é dada a manifestação do espírito para proveito.
Porque a um pelo espírito é dada a palavra de sabedoria: À outro porém a palavra de ciência, segundo o mesmo espírito:
A outro a fé pelo mesmo espírito: A outro graça de curar as doenças em um mesmo espírito:
1 Coríntios 12,7–9 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A Igreja crê na cura dos enfermos por meio do cuidado físico de quem está doente, da oração de intercessão (artigo em inglês) e da Unção dos Enfermos, um rito descrito por São Tiago:
Está entre vós algum enfermo? Chame os Presbíteros da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor:
E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o aliviará: E se estiver em alguns pecados, ser-lhe-ão perdoados.
Tiago 5,14–15 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Ordem
No Antigo Testamento, Deus reservou a tribo de Levi para o serviço litúrgico. O Novo Testamento relaciona o ministério sacerdotal da Nova Aliança com o da Antiga:
Porque todo o Pontífice assunto de entre os homens é constituído a favor dos homens naquelas coisas que se referem a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados.
[…] E nenhum usurpa para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Aarão.
Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer Pontífice: Mas aquele que lhe disse: Tu és meu filho, eu hoje te gerei.
Como também diz noutro lugar: Tu és Sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec.
Hebreus 5,1.4–6 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Pelo sacramento da Ordem, continua a missão que Cristo confiou aos seus Apóstolos. Isso começou nos primeiros dias da Igreja:
Eu pelo motivo que vou a dizer é que te deixei em Creta, para que regulasses o que falta, e estabelecesses presbíteros nas cidades, como também eu to mandei.
Tito 1,5 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A Ordem compreende três graus: episcopado, presbiterado e diaconado — isto é, bispos, sacerdotes e diáconos. O sacramento é conferido pela imposição das mãos, seguida de uma solene oração de ordenação:
Não desprezes a graça, que há em ti, que te foi dada por profecia pela imposição das mãos do Presbitério.
1 Timóteo 4,14 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Pelo qual motivo te admoesto que tornes a acender o fogo da graça de Deus, que recebeste pela imposição das minhas mãos.
2 Timóteo 1,6 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, na Igreja latina os sacerdotes permanecem celibatários para se consagrarem ao Senhor com um coração indiviso.
Porque há uns castrados, que nasceram assim do ventre de sua mãe; e há outros castrados, a quem outros homens fizeram tais: E há outros castrados que a si mesmos se castraram por amor do reino dos Céus. O que é capaz de compreender isto, compreenda-o.
Mateus 19,12 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Quero pois que vós vivais sem inquietação. O que está sem mulher, está cuidadoso das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus.
1 Coríntios 7,32 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Matrimônio
No matrimônio, um homem e uma mulher se entregam livremente um ao outro numa união que os vincula por toda a vida. A Sagrada Escritura começa com a criação do homem e da mulher e termina com uma festa de casamento.
E criou Deus o homem à sua imagem: fê-lo à imagem de Deus, e criou-os macho e fêmea.
Gênesis 1,27 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Alegremo-nos e exultemos: E demos-lhe glória: Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e a sua esposa está ataviada.
Apocalipse 19,7 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A fidelidade de Deus a Israel no Antigo Testamento reflete um matrimônio fiel, embora a maneira como os israelitas tratam Deus se assemelhe mais a um casamento marcado pela infidelidade:
E o Senhor me disse: Vai ainda, e ama a uma mulher amada de seu amigo e adúltera: Assim como o Senhor ama os filhos de Israel, ainda quando eles põem os olhos nuns deuses estrangeiros, e gostam do bagaço das uvas.
Oseias 3,1 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
O Catecismo da Igreja Católica, n.º 1611, explica que os profetas, ao apresentarem a Aliança de Deus com Israel como um amor conjugal exclusivo e fiel, prepararam o povo eleito para compreender mais profundamente a unidade e a indissolubilidade do matrimônio.
Cristo falou explicitamente aos seus seguidores sobre o matrimônio como uma união para toda a vida:
Responderam eles: Moisés permitiu escrever libelo de repúdio e despedi-la.
Aos quais respondendo Jesus, disse: Pela dureza de vosso coração é que ele vos deixou escrito esse mandamento.
Porém, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
Por isto deixará o homem a seu pai, e a sua mãe, e se ajuntará a sua mulher.
E serão dois numa só carne. Assim que eles já não são dois, mas uma só carne.
O que Deus, pois, ajuntou, não o separe o homem.
E tornaram a fazer-lhe seus discípulos em casa perguntas sobre a mesma matéria.
Ele lhes disse: Qualquer que repudiar a sua mulher e se casar com outra, comete adultério contra a sua primeira mulher.
E se a mulher repudiar a seu marido e se casar com outro, comete adultério.
Marcos 10,4–12 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Jesus realizou seu primeiro milagre nas bodas de Caná, quando transformou água em vinho. O Catecismo, n.º 1613, ressalta a importância de sua presença nesse casamento: ela confirma a bondade do matrimônio e anuncia que ele será um sinal eficaz da presença de Cristo.
São Paulo disse aos efésios que amassem suas esposas com um amor de entrega e sacrifício:
Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e por ela se entregou a si mesmo,
Efésios 5,25 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A autoridade da Igreja
Jesus deu aos seus Apóstolos autoridade para continuar sua missão. Pedro recebeu as chaves do Reino e foi o primeiro papa da Igreja Católica, numa sucessão ininterrupta que continua até hoje. Eis alguns exemplos da Escritura que mostram a autoridade da Igreja:
E chegando Jesus lhes falou, dizendo: Tem-se-me dado todo o poder no Céu e na terra.
Ide, pois, e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Ensinando-as a observar todas as coisas que vos tenho mandado, e estai certos de que eu estou convosco todos os dias, até à consumação do século.
Mateus 28,18–20 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E ele lhes disse segunda vez: Paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou a mim, também eu vos envio a vós.
João 20,21 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
O que a vós vos recebe, a mim me recebe; e o que a mim me recebe, recebe aquele que me enviou.
Mateus 10,40 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
O que a vós ouve, a mim ouve; e o que a vós despreza, a mim despreza; e quem a mim despreza, despreza aquele que me enviou.
Lucas 10,16 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
E eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra será ligado também nos Céus, e tudo o que desligares sobre a terra será desligado também nos Céus.
Mateus 16,18–19 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
O celibato clerical
Porque há uns castrados, que nasceram assim do ventre de sua mãe; e há outros castrados, a quem outros homens fizeram tais: E há outros castrados que a si mesmos se castraram por amor do reino dos Céus. O que é capaz de compreender isto, compreenda-o.
Mateus 19,12 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Pecado venial e pecado mortal
O que sabe que seu irmão comete um pecado que não é para morte, peça, e será dada vida ao tal, cujo pecado não é para morte. É o seu pecado para morte: Não digo eu que rogue alguém por ele.
Toda a iniquidade é pecado: e há pecado que é para morte.
1 João 5,16–17 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A redação desta passagem segue a tradução do Pe. Figueiredo baseada na antiga Vulgata; o versículo 17 tem redação diferente em outras edições católicas.
A intercessão dos santos
E gritando, ele disse: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda cá a Lázaro, para que molhe em água a ponta do seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou atormentado nesta chama.
E Abraão lhe respondeu: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em tua vida, e que Lázaro não teve senão males: Por isso está ele agora consolado, e tu em tormentos:
Lucas 16,24–25 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E eis que se rasgou o véu do templo em duas partes do alto abaixo: E tremeu a terra, e partiram-se as pedras.
E abriram-se as sepulturas: E muitos corpos de santos, que eram mortos, ressurgiram.
E saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, vieram à cidade santa, e apareceram a muitos.
Mateus 27,51–53 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E tendo aberto o Livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um suas cítaras e suas redomas de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos:
Apocalipse 5,8 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Orações pelos mortos
E tendo ajuntado uma coleta, mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém para serem oferecidas em sacrifício pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente da ressurreição:
(Porque se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos).
E porque ele considerava que os que haviam falecido na piedade tinham uma grandíssima misericórdia reservada.
É logo um santo, e saudável pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.
2 Macabeus 12,43–46 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A base bíblica da Ave-Maria
Entrando, pois, o anjo onde ela estava, disse-lhe: Deus te salve, cheia de graça; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
Lucas 1,28 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E bradou em alta voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre.
Lucas 1,42 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A segunda parte da oração é simplesmente uma súplica baseada nas passagens da Escritura acima.
As boas obras, e não somente a fé (Sola fide)
Que aproveitará, irmãos meus, a um que diz que tem fé, se não tem obras? Acaso podê-lo-á salvar a fé?
Tiago 2,14 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Porque bem como um corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.
Tiago 2,26 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber: E se tiver toda a fé, até o ponto de transportar montes, e não tiver caridade, não sou nada.
1 Coríntios 13,2 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
E tendo saído Jesus para se pôr a caminho, veio correndo um homem e, com o joelho em terra diante dele, lhe fez esta súplica: Bom Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?
E Jesus lhe disse: Por que me chamas tu bom? Ninguém é bom senão só Deus.
Tu sabes os mandamentos: Não cometas adultério, não mates, não furtes, não digas falso testemunho, não cometas fraudes, honra a teu pai e a tua mãe.
Então ele respondendo, lhe disse: Mestre, todos estes mandamentos tenho eu observado desde a minha mocidade.
E Jesus, pondo nele os olhos, lhe mostrou agrado, e lhe disse: Uma coisa só te falta: vai, vende quanto tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no Céu; e vem, segue-me.
Marcos 10,17–21 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
Então lhes responderá ele, dizendo: Em verdade vos digo, todas as vezes que o deixastes de fazer a um destes pequeninos, a mim o deixastes de fazer.
E irão estes para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna.
Mateus 25,45–46 — tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo; ortografia e pontuação atualizadas.
A veneração de Maria
A seguir… A história do mundo é a “história da salvação”. Esta é a nossa história e a nossa relação com Deus.

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Síntese
Os católicos são frequentemente acusados de acreditar em coisas e de ter práticas que não estão na Bíblia. Não é bom que essas falsas acusações sejam comuns, mas é ainda pior que os católicos muitas vezes não saibam defender-se dessas críticas.
Leituras recomendadas
Catecismo da Igreja Católica, Libreria Editrice Vaticana. Texto oficial em português, disponível no site do Vaticano.
A Bíblia explicada, de John Bergsma, Editora Quadrante. Alternativa católica em português para aprofundar o estudo da Sagrada Escritura.
Imagem de abertura
Obra: O Batismo de Cristo, de Nicolas Poussin, cerca de 1658. Registro da obra com título em português; catálogo do Philadelphia Museum of Art.
O rio Jordão serpenteia pelo primeiro plano da composição de Poussin, que reúne treze pessoas. Cristo aparece à direita da pintura; à sua esquerda, que representa o paraíso, duas figuras — possivelmente anjos sem asas — ajoelham-se para ajudá-lo. São João segura um recipiente sobre a cabeça de Cristo, do lado terreno do Jordão, à sua direita.